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Haddad rebate propaganda do PSDB e diz que tucanos romperam a normalidade democrática


Candidato à Presidência pelo PT, Fernando Haddad disse, nesta terça-feira, 25, que está sendo alvo de “fortes ataques” nas eleições 2018, mas prometeu não revidar. “Vamos manter o ritmo da nossa campanha sempre propositiva, sem ataques nem pessoais nem partidários. Estamos recebendo ataques fortes dos outros candidatos mas não vamos revidar porque acho que o Brasil está precisando de outra coisa”, disse Haddad em Campinas, no interior de São Paulo. Apesar disso, setores do PT defendem que o candidato inicie ainda no primeiro turno um movimento para desconstruir Jair Bolsonaro (PSL).
Apesar do posicionamento do candidato, Bolsonaro foi alvo de ataques indiretos de quase todos os políticos que discursaram no ato em Campinas. O candidato a senador Jilmar Tatto (PT), os candidatos a deputado Wagner Freitas (PT) e Gustavo Petta (PC do B) e outros criticaram indiretamente o capitão da reserva. O discurso do próprio Haddad foi interpretado como uma referência ao candidato do PSL. “Nós estamos precisando de rumo e o rumo tem que vir pelo voto. Ditadura, não. Autoritarismo, não. Violência, não. Intolerância, não. Ódio, não”, disse o petista.
Sem vestir a camiseta com a caricatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como estava fazendo desde o começo da campanha nas ruas, Haddad evitou fazer um prognóstico para o segundo turno da eleição e disse que “dez dias, no momento atual, é muito tempo” e que mudanças podem acontecer na disputa.
O petista voltou a atacar o PSDB. Ao ser perguntado sobre a propaganda da campanha de Geraldo Alckmin que relaciona o PT ao ex-presidente da Venezuela Hugo Chávez, Haddad disse que são os adversários que precisam responder sobre democracia. “Quem rompeu com o pacto democrático no Brasil, e eles próprios hoje reconhecem, foi o próprio PSDB.”
Após ameaças sofridas pela candidata a vice-presidente Manuela d´Ávila (PCdoB), o presidenciável declarou que não solicitou reforço em sua segurança e que está seguindo o protocolo da Polícia Federal feito a todos os demais candidatos. A situação de Manuela, comentou, está sendo de tratada de forma “específica”.
Ao final, Haddad adotou um tom conciliador no discurso. “Queremos reunir o Brasil mais uma vez em proveito de todos”.
Estadão Conteúdo

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