Com jovens da base decisivos, um novo Palmeiras sem tantos medalhões quebra a sina de 12 anos sem o Paulista


Era mais que um jogo. Durante toda a semana, o Dérbi da decisão do Campeonato Paulista foi tratado com um peso maior do que o de costume no Palmeiras. O resultado foi acabar, enfim, com a sequência corintiana de três troféus e reconquistar o título depois de 12 anos de jejum. Uma taça que, se não é a mais importante do clube nos últimos anos, ganhou relevância justamente pelo histórico recente.

Desde 2017, quando começou a gestão de Maurício Galiotte, o Palmeiras tinha vencido apenas duas vezes o maior rival — eram três empates e oito derrotas até o duelo decisivo no Allianz Parque no dia 8 de agosto. Se há dois anos, o Corinthians saiu da arena alviverde com o título paulista após vencer por 1 a 0 no tempo normal e por 4 a 3 nos pênaltis, diretoria, comissão técnica e torcida criaram um ambiente para que o mesmo não acontecesse dessa vez.

Sem o apoio da torcida nas arquibancadas por conta da pandemia, o grupo ouviu de Vanderlei Luxemburgo um recado do presidente para que este clássico fosse tratado de forma diferente. Até uma visita de membros da Mancha Alviverde para uma reunião com o grupo de atletas e um foguetório na Academia de Futebol entrou para o arsenal de armas do treinador. Era a vez de os jogadores mostrarem que entenderam a importância do que estava acontecendo, depois de tantas críticas pela falta mobilização em jogos grandes. A resposta veio... com novos protagonistas.

Se a final teve o seu nível técnico criticado, será difícil assistir a algo tão emocionante, ainda que tenha sido necessário esperar por 180 minutos. Após o empate sem gols na Arena Corinthians, o Palmeiras fez 1 a 0 com Luiz Adriano no Allianz Parque e levava a partida sob controle até o último lance.

Aos 50 minutos, com o Corinthians no desespero, Jô armou o chute, e Gustavo Gómez, até então impecável, fez um pênalti estabanado. O centroavante alvinegro converteu, e o Dérbi terminou: 1 a 1. Com tantas frustrações recentes em mata-mata, o histórico complicado nos últimos anos contra o rival... como seria possível ter cabeça para iniciar uma disputa de pênaltis?

Bruno Henrique, Raphael Veiga, Lucas Lima e Gustavo Scarpa saíram do banco e bateram - só o primeiro errou. Com as defesas de Weverton nos chutes de Michel Macedo e Cantillo, o último palmeirense poderia garantir a 23ª conquista estadual palmeirense. A responsabilidade caiu nos pés do camisa 5, de 20 anos, Patrick de Paula. Pressão? Não para o garoto, que tem jogado com jeito de veterano.


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