Vacina contra a covid-19: o que é mentira e o que é verdade?


Em meio ao desenvolvimento de vacinas contra a covid-19, diversas notícias falsas estão sendo disseminadas no Brasil e no mundo, preocupando parte da população que anseia por uma proteção eficaz contra a novo coronavírus. Para evitar desinformação sobre o assunto, reunimos abaixo uma lista com diversas notícias sobre imunizantes em fase de testes ou que já são aplicados em outros países.

Confira a seguir:

Médico distorce dados sobre efeitos colaterais para desacreditar estudos da CoronaVac

Pediatra Anthony Wong tira do contexto índice de efeitos adversos brandos do imunizante pesquisado pelo Instituto Butantã. O especialista explica que os resultados observados não indicam anormalidade.


CoronaVac não matou voluntário nem Doria anunciou aplicação da vacina em novembro

Morte não teve relação com a vacina e o que o governador de São Paulo anunciou foi a chegada de um lote de imunizantes.


Morte de voluntário não está relacionada a alterações neurológicas causadas por vacina

Especialistas dizem que não há comprovação na literatura médica de que um imunizante possa causar danos neurológicos.


Médico morreu de covid-19, e não por efeitos adversos da vacina de Oxford

Enfermeiro usa morte de voluntário em testes para atacar vacina contra a covid-19.


CoronaVac teve apenas efeitos colaterais leves; é falso que voluntários tenham morrido

Imunizante em teste causou reações como dor de cabeça e dor local; participantes dos ensaios clínicos não relataram danos graves.


É falso que potenciais vacinas contra o novo coronavírus não tenham passado por testes

Publicação no Facebook espalha desinformação sobre imunizantes e sugere existência de 'vacina natural' para a covid-19.


Médico distorce informações sobre efeitos colaterais da CoronaVac

De acordo com Instituto Butantã, apenas 0,03% dos voluntários chineses que receberam imunizante tiveram reações adversas como perda de apetite, dor de cabeça e cansaço.


Todas as vacinas em teste no Brasil passaram por fase pré-clínica, ao contrário do que diz médico

Imunizantes contra covid-19 já foram aprovados na etapa em que o composto é aplicado em animais, ainda em laboratório, para saber se ele é seguro para ser testado em humanos.


Vacinas contra a covid-19 não serão capazes de provocar danos genéticos nem vão monitorar a população

Vacinas mRNA são desenvolvidas para não interferir no DNA humano e nada têm a ver com a instalação de microchips.


Vacina do coronavírus não terá microchip para rastrear a população

Não há nenhuma notícia de qualquer vacina com microchip em desenvolvimento no mundo, como tenta fazer crer uma publicação que viralizou nas redes sociais.


Não, vacina contra covid-19 não virá com nanochip para rastrear pessoas com 5G

Nenhum dos imunizantes em desenvolvimento contra o novo coronavírus faz uso de tecnologias citadas em boato viral.


É falso que vacina contra covid-19 cause danos irreversíveis ao DNA

Imunizantes de mRNA são desenvolvidos para não interferir no DNA humano; não há qualquer evidência de que sejam capazes de causar danos genéticos.



Post cita acordo entre AstraZeneca e China para fazer conclusão enganosa sobre vacina da Sinovac

Boato também afirma que biofarmacêutica Sinovac Biotech produziu testes em laboratórios de militares chineses; empresa desmente.


É enganoso afirmar que vacina de Oxford usa 'células de fetos abortados'

Linhagens celulares desenvolvidas a partir de tecidos humanos são comuns em pesquisas científicas.


Vacinas para covid-19 que chegaram ao Brasil são para testes e não para imunização da população

Publicação no Instagram comemorava a chegada da vacina sem dizer que se tratava de um lote para teste em voluntários; autor corrigiu a informação depois de alertado pelo Comprova.


Não é verdade que vacina de Oxford já tenha 'comprovação científica' contra covid-19

Produto ainda precisa superar a terceira etapa de testes, que está sendo realizada com 50 mil pessoas e inclusive no Brasil.


Não existe vacina que cure covid-19 em três horas

Boato no Facebook usa foto de kit de testes para detectar novo coronavírus.


Vacina de Cuba contra coronavírus é ficção

País ainda não produziu vacina que previna contra covid-19.


Um em cada quatro brasileiros resiste à ideia de tomar vacina contra o novo coronavírus

Levantamento mostra maior índice de hesitantes na faixa dos 25 aos 34 anos (34%) e entre evangélicos (36%).


Sobe para 22% índice de brasileiros que não querem se vacinar contra a covid-19, aponta Datafolha

Porcentual é muito superior aos 9% que haviam declarado recusa ao imunizante em pesquisa realizada em agosto.


Vacina contra a covid-19 pode aumentar o risco de infecção por HIV?

Em carta publicada em outubro na revista científica The Lancet, os pesquisadores Susan P Buchbinder, M Juliana McElrath, Carl Dieffenbach e Lawrence Corey expressaram preocupação sobre o uso de um recombinante vetor de adenovírus tipo 5 (Ad5) para um estudo de vacina contra a covid-19. Segundo eles, algumas vacinas que usam Ad5 podem aumentar o risco de que pessoas sejam infectadas com HIV.


"Há mais de uma década concluímos estudos de etapa e fase 2b de Phambili (nome do estudo) que avaliou um Ad5 vetorizado em vacina contra HIV administrada em três imunizações para eficácia contra a aquisição do HIV. Estudos internacionais encontraram um risco aumentado de aquisição de HIV-1 entre homens vacinados. O ensaio Step (outro estudo) descobriu que homens soropositivos para Ad5 e não circuncidado na entrada no ensaio estavam com risco elevado de aquisição de HIV-1 durante os primeiros 18 meses de acompanhamento", afirmaram os pesquisadores.


No caso, a vacina contra o HIV com Ad5 aumentava o risco de voluntários contraírem a doença. 

Por isso, de acordo com os especialistas o vetor Ad5 não deve ser usado em vacinas com essa finalidade. Além disso, a incidência de infecções por HIV precisa ser analisada com muita cautela durante estudos com outras vacinas que contenham na composição o Ad5, principalmente em áreas onde é alta a prevalência de pessoas soropositivas.

A vacina russa Sputnik V, elaborada para produzir resposta imune a partir de duas doses administradas em um intervalo de 21 dias, está entre as vacinas que utilizam o Ad5 na composição. Cada dose tem como base diferentes vetores virais que normalmente causam gripes comuns: os adenovírus humanos Ad5 e Ad26.

Outra vacina chinesa, a CanSino, também usa o vírus Ad5 para transportar material genético do coronavírus para o corpo. Essa vacina que não tem nenhuma relação com a CoronaVac, que também é da China e está sendo desenvolvida em parceria com o Instituto Butantã. Assim como a CoronaVac, outras vacinas que estão em teste no Brasil fazem uso de outro tipo de adenovírus. / Colaborou Renata Okumura

fonte: Terra

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